Jorge Zalszupin

Biography

Jorge Zalszupin was born in Warsaw, Poland, in 1922. He studied architecture in Bucharest and, before emigrating to Brazil, worked in the reconstruction of Dunkirk, France. He disembarks in Rio de Janeiro in 1949 and soon settles in São Paulo, where he works for Polish architect Lucien Korngold. He establishes shortly after his own architecture office. Like many of his peers, he founded L'Atelier to produce furniture for his clients. In 1962, the first store was inaugurated, in the iconic Conjunto Nacional building, on Avenida Paulista. There were ten stores in Brazil, making L'Atelier one of the most important furniture manufacturers of the 1960s, alongside Oca, Mobilia Contemporanea, Mobilinea and Lafer. In the 1970s the company was bought by an industrial group, and Zalszupin stayed on leading the design team, which manufactured hardware to injected plastic objects. The designer lives in São Paulo.

Commentary

The immediate reading of the furniture signed by Jorge Zalszupin is that of the elegance of his trait - some also speak of sensuality. His most iconic armchair, the Dinamarquesa (Danish), refers to the masters of the Scandinavian country in the organic transition between the components; Finn Juhl can be pointed as the main reference of the ascending curve of the arm, whose end is delicately tapered. Other refined creations of the late 1950's use the technique of gluing and cold pressing of rosewood sheets, which will be one of L'Atelier's trademarks.

However, a more in-depth analysis reveals how much design, in its broadest sense, was at the center of the company founded by Zalszupin. He invested continuously in technological research and new machinery. He formed an internal design team and, in several pieces, the authorship is shared - there were, among others, the architect Julio Katinsky and the designer Oswaldo Mellone.

L'Atelier adapted to the trends dictated by the market and the changes in the material condition. In corporate furniture of the 1960s, he created a rosewood patern as a way of seizing leftovers and scaling production. Metal tubes and aluminum come in the place of brass, of higher value. The company also executed studies with molded foam and plastic. In 1958, they are authorized to produce Robin Day's injected polypropylenedo chair. Years later, under the direction of Grupo Forza, the design signed by the team reaches thousands of Brazilian homes, with the line of utilitarian Eva, that transformed the plastic in a beautiful and desired material, as happened in the USA of Joe Colombo or in Italy by Kartell.

L'Atelier has adapted to the trends dictated by the market and the changes in the material conditions. In corporate furniture of the 1960s, he used rosewood fingerboards as a way of seizing leftovers and scaling production. Metal tubes and aluminum come in the place of brass, of higher value. The company also does studies with molded foam and injection molding polypropylene. Years later, under the command of the Forza Group, the design signed by the team reaches thousands of Brazilian homes, thru the utilitarian line Eva, that transformed plastic into a beautiful and desired material, as was with Joe Colombo in the USA or Kartell in Italy.

Jorge Zalszupin nasceu em Varsóvia, Polônia, em 1922. Estudou arquitetura em Bucareste e, antes de emigrar para o Brasil, trabalhou na reconstrução de Dunquerque, França. Aporta no Rio de Janeiro em 1949 e logo estabelece-se em São Paulo, onde trabalha para o conterrâneo Lucien Korngold. Monta pouco depois seu próprio escritório de arquitetura. À semelhança de colegas da profissão, funda a L'Atelier para produzir móveis para seus clientes. Em 1962, é inaugurada a primeira loja, no icônico Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. Serão dez no Brasil, o que faz da L'Atelier uma das mais importantes fabricantes de móveis dos anos 1960, ao lado da Oca, Mobília Contemporânea, Mobilinea e Lafer. Nos anos 1970, a empresa é comprada por um grupo industrial, e Zalszupin comanda a equipe de design, que produz de ferragens a objetos de plástico injetado. O designer vive em São Paulo.

Comentário

A leitura imediata do mobiliário assinado por Jorge Zalszupin é a da elegância de seu traço - alguns falam também em sensualidade. Sua mais icônica poltrona, a Dinamarquesa, refere-se aos mestres do país escandinavo na transição orgânica entre os componentes; Finn Juhl pode ser apontado como a principal referência da curva ascendente do braço, cuja extremidade é delicadamente afunilada. Outras criações refinadas do fim dos dos anos 1950 usam a técnica de colagem e prensagem a frio de folhas de jacarandá, que será uma das tônicas da L'Atelier.

Todavia, uma análise mais profunda revela o quanto o design, em seu sentido lato, esteve no centro da empresa fundada por Zalszupin. Ele investiu continuamente em pesquisa tecnológica e novo maquinário. Formou uma equipe interna de design e, em várias peças, a autoria é compartilhada - passaram por lá, entre outros, os arquitetos Júlio Katinsky e o designer Oswaldo Mellone.

A L'Atelier adaptou-se às tendências ditadas pelo mercado e às mudanças nas condições materiais. Nos móveis corporativos dos anos 1960, usou tacos de jacarandá como forma de aproveitar as sobras e dar escala à produção. Tubos metálicos e alumínio entram no lugar do latão, de valor mais alto. A empresa também faz estudos com espuma moldada e polipropileno injetado. Anos depois, já sob o comando do Grupo Forza, o design assinado pela equipe alcança milhares de lares brasileiros, com a linha de utilitários Eva, que transformou o plástico em um material bonito e desejado, como acontecia nos EUA de Joe Colombo ou na Itália da Kartell.