Jean Gillon

Biography

Jean Gillon was born in Lasi, Romania in 1919. He was the son of agricultures, and worked as a scenographer's assistant in his adolescence. He went on to study at the Bucharest National University of Arts and at the University of Applied Arts Vienna. He immigrated to Brazil in 1956 and based himself in Sao Paulo. In 1958 he founded Adorno, that specialized in design, furniture and objects. His projects were frequently featured in Casa & Jardim, the most influential interior design magazine at the time. In the 60s he produced, under the brand WoodArt, furniture and utilitarian objects made from Jacarandá that were received with great success abroad. While producing furniture, Gillon also designed the interiors of hotels and stores and artistic modern tapestries. Alongside Genaro de Carvalho and Jacques Douchez, Gillon was an important name in the tapestry scene in Brazil and participated in various international exhibitions and received worldwide recognition. He passed away in 2007 in Sao Paulo.

Commentary

Jean Gillon was an artist that dedicated himself to the production of furniture. He made sculptures, paintings, tapestries and was also a scenographer and interior decorator. His designing was focused on various lines of production - a reflection of his formation in specialized schools founded in post war Europe - with materials and techniques that he discovered in Brazil.
Since the beginning, his company, WoodArt (later Italma) had its focus on exportation. For this, the designer invested in symbols of the so called "brazilianess", for instance objects notched in wood based on forms and techniques of indigenous artefacts. The catalogues, in four languages, exalted the use of 'Jacarandá from Bahia', how the most appreciated species of tree is known, of chocolate color and authentic strong marks. The necessity of transporting with efficiency the pieces, exhibited in international fairs such as Cologne, in Germany, and exported to 22 countries - determined the creation of self-assembled furniture that had malleable components. Gillon used, for example, crossed leather and rope to give the back of the chair support. The solution was employed in the Jangada armchair (1968); the piece's interest resides in the rope detail that holds a comfortable cushion, inspired by the fishing net used by inhabitants of north of Brazil.

Jean Gillon nasceu em Iasi, Romênia, em 1919. Filho de agricultores, trabalhou na adolescência em uma loja de tecidos e como assistente de cenografia. Estudou na escola de Belas Artes de Bucareste e na Universidade de Artes Aplicadas em Viena. Emigra para o Brasil em 1956 e estabelece-se em São Paulo. Em 1958, funda a loja Adorno, na qual oferece projetos de decoração, móveis e objetos. Seus projetos são publicadas com frequência na Casa & Jardim, a mais importante revista de decoração da época. Nos anos 1960 produz, sob o selo WoodArt, utilitários e móveis em jacarandá, exportados com grande sucesso. Em paralelo ao mobiliário, Gillon fez projetos de interior para lojas e hoteis, e tapeçarias artísticas modernas. Ao lado de Genaro de Carvalho e Jacques Douchez, Gillon foi o nome mais importante da corrente no Brasil, participando de exposições e prêmios internacionais. Morreu em 2007, em São Paulo.

Comentário

Jean Gillon foi um artista que se aplicou à produção de móveis. Fez escultura, pintura, cenografia, decoração e tapeçaria artística. Sua atuação no design esteve direcionada à produção em série - reflexo de sua formação em escolas de especialização criadas na Europa no pós-guerra -, com matérias-primas e técnicas que ele conheceu no Brasil.

Desde o início, sua empresa WoodArt (posteriormente Italma) teve foco na exportação. Para isso, o designer investiu em símbolos de brasilidade, a exemplo de objetos entalhados em madeira baseados em formas e técnicas do artesanato indígena. Os catálogos, em quatro línguas, exaltavam o uso do "Jacarandá da Bahia", como é conhecida a mais apreciada espécie da árvore, de coloração chocolate e veios bem marcados. A necessidade de transportar com eficiência as peças - exibidas em feiras internacionais como a de Colônia, na Alemanha, e exportadas para 22 países -, determinou a criação de móveis desmontáveis e com componentes maleáveis. Gillon usava, por exemplo, percintas de couro e corda tramada para dar suporte ao assento e encosto. É o caso da poltrona Jangada (1968), cujo interesse reside na trama tensionada que segura uma confortável almofada, inspirada em redes de pescadores do nordeste do Brasil.